Oração de São Francisco de Assis

 
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe, 
É perdoando que se é perdoado, 
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Não Ação - Wu Wei

Muito da essência do Tao está na arte do wu wei (agir pelo não-agir). No entanto, isso não significa "espere sentado que o mundo caia no seu colo". Essa filosofia descreve uma prática de se realizarem coisas através da ação mínima. Pelo estudo da natureza da vida, você pode influenciar o mundo do modo mais fácil e menos disruptivo (usando a sutileza em vez da força). A prática de seguir a corrente em vez de ir contra ela é uma ilustração: uma pessoa progride muito mais não por lutar e se debater contra a água, mas permanecendo quieta e deixando o trabalho nas mãos da correnteza.
O Wu Wei funciona a partir do momento em que confiamos no design humano, perfeitamente ajustado para nosso lugar na natureza. Em outras palavras, confiando na nossa natureza em vez da nossa racionalidade, nós podemos encontrar contentamento sem uma vida de luta constante contra forças reais e imaginárias.
Uma pessoa pode aplicar essa técnica no ativismo social. Em vez de apelar para que outros tomem atitudes relacionadas a uma causa, seja qual for a sua importância ou validade, ela pratica uma vida de acordo com o que acredita, "não remando contra a maré". Ao deixar sua crença se manifestar em suas ações, está assumindo sua responsabilidade pelo movimento social em que acredita.


Atuação da Inatividade

Pratica a não-ação.
Pratica o não-fazer.
Deixa atuar a inatividade.
Encontra o gosto onde não há sabor.
Vê o grande no pequeno.
Vê o muito no pouco.
Corresponde ao ódio com a Virtude.
Trata o difícil pelos ângulos mais fáceis.
Aproxima do grande por atos mínimos.
O mais difícil começou sendo fácil.
As coisas maiores do mundo começaram sendo pequenas.
Por isto o Sábio não empreende grandes coisas e assim alcança a grandeza.
Quem promete com muita facilidade dificilmente manterá o prometido.
Aquele que acha que tudo é fácil encontrará grandes dificuldades.
Por isto o Sábio considera tudo difícil e assim não encontra dificuldades.

Tao Te King

Buda


Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.

Sua tarefa é descobrir o seu trabalho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele.
Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma.
A paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta.
Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima.
O que somos é consequência do que pensamos.
Só há um tempo em que é fundamental despertar. Esse tempo é agora.
O segredo da saúde,mental e corporal,está em não se lamentar pelo passado,não se preocupar com o futuro,nem se adiantar aos problemas,mas viver sabia e seriamente o presente.
Feliz aqueles cujo conhecimento é livre de ilusões e superstições.
Um homem só é nobre quando consegue sentir piedade por todas as criaturas.
"Pratiquem a bondade, não criem sofrimento, dirijam a própria mente. Esta é a essência do Budismo".
"O Eu é o mestre do eu . Que outro mestre poderia existir ?
Tudo existe , é um dos extremos.
Nada existe é o outro extremo.
Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos,
e seguir o Caminho do Meio."
Um falso amigo é mais temível que um animal sevagem;o animal pode ferir o seu corpo,mas um falso amigo irá ferir sua alma.
Não deseje e não sofra! O desejo é a alma do sofrer.
A paz vem de dentro de ti próprio, não a procures à tua volta.
Tudo o que somos é resultado do que pensamos.
Onde quer que viva, esse é o teu templo, se o tratar como o tal.
Nem a morte deve ser temida por quem a vive sabiamente.
Nascemos para morrer, conhecemos pessoas para as deixar e ganhamos coisas para as perder.

Dalai Lama

Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.
Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixao decididamente conduz a melhor saude mental e a felicidade.

Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.
Por um lado, ter um inimigo é muito ruim. Perturba nossa paz mental e destrói algumas de nossas coisas boas. Mas, se vemos de outro ângulo, somente um inimigo nos dá a oportunidade de exercer a paciência. Ninguém mais do que ele nos concede a oportunidade para a tolerância. Já que não conhecemos a maioria dos cinco bilhões de seres humanos nesta terra, a maioria das pessoas também não nos dá oportunidade de mostrar tolerância ou paciência. Somente essas pessoas que nós conhecemos e que nos criam problemas é que realmente nos dão uma boa chance de praticar a tolerância e a paciência.

.... Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Estas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto.

Cursos em Lisboa e Porto - Abril

Apanhado na Armadilha

A beleza, o encanto, o conforto de uma casa ou de um apartamento são fáceis de apreciar. Uma simples visita do comprador eventual ou do candidato a inquilino bastará para comprovar as dimensões do lugar, sua iluminação, a distribuição dos aposentos, as instalações, a quantidade de ruído, o panorama, a ventilação, a vizinhança... e muitas coisas mais.
Não obstante, o mais meticuloso visitante poderá saber, no momento de tomar sua decisão, se essa casa lhe convém realmente. O arquiteto, o higienista, o decorador ou qualquer outro artífice serão incapazes de lhe informar adequadamente a este respeito, não poderão colocá-Io de sobreaviso, nem lhe advertir: Cuidado! Esta casa que lhe parece tão bonita, tão confortável, tão bem situada, é perigosa para você. Pode acarretar-lhe infortúnios ou enfermidades. Não se instale nela sob pretexto algum antes de ter consultado um especia­lista que lhe garanta a possibilidade de tornar sua casa saudável e inofensiva.
Ao pisar pela primeira vez na casa recém comprada ou alugada, o novo ocupante pode estar seguro de que penetra numa verdadeira armadilha que, com a aparência de uma caixa mágica de quatro paredes, um teto e um assoalho, influirá irremediavelmente em seu destino. De fato, a casa - seja familiar ou individual - aprisiona o homem numa rede de linhas de força que condicionam tanto sua saúde como sua felicidade e estado mental.


Sim: em sua casa, o homem está numa armadilha. Nesse lugar onde vive, onde dorme, onde se integra a uma comunidade humana e ao mesmo tempo a um ambiente geográfico, o homem corre o risco de se ver bombardeado, trespassado, triturado, condicionado pelas forças que nascem e emanam do subsolo, dos alicerces da casa ou das chuvas imateriais que se precipitam do cosmos, ou mesmo dos materiais empregados para a construção do edifício, ou de linhas inventadas por um arquiteto irresponsável, ou de objetos e decoração cuja geometria pode irradiar "ondas de forma" mais ou menos violentas, ou dos mistérios simbólicos ou analógicos que regem de um modo inexplicável tantas influências ocultas, ou da memória das paredes que, tendo conhecido no decurso dos anos acontecimentos dramáticos ou penosos, irradiam ainda a desgraça ou o crime até o extremo de corromper o ar que respiram os atuais habitantes...
Por estas razões - uma dentre elas, ou várias - a casa (ou parte dela) converte-se numa caixa de ressonância dentro da qual seu ocupante acha-se reduzido a um simples joguete de todas essas forças múltiplas desencadeadas.
Certamente existem casas neutras que não influem em nada em quem as habita, exceto por sua comodidade ou incomodidade. Certamente é muito diferente viver num palácio ou numa choupana, num sétimo andar ensolarado ou num andar térreo que dá para um escuro pátio interno, ocupar duas pessoas um apartamento de quatro quartos e grande luxo, ou quatro um pequeno estúdio-kitchenette. Mas todas estas vantagens ou inconvenientes - conseqüência inevitável da desigualdade econômica - saltam à vista: não são mais que situações conjunturais isentas tanto de mistério quanto de remédio. Pelo contrário, o que se pode combater ou prevenir são as influências invisíveis, objeto do presente estudo; quer dizer, aquelas que, sem que ninguém o saiba, emanam das paredes; aquelas que decidem o destino de quem habita entre elas.
A ninguém passa desapercebida a utilidade de poder decifrar tais influências, antes de ser vítima delas, e óbvio, não? Quanta gente viveu toda a vida com saúde precária ou morreu prematura­mente porque ignorava que os alicerces de sua casa se apoiavam sobre uma falha geológica ou eram atravessados por uma corrente telúrica? Quantos tiveram suas oportunidades malogradas, arruina­ram sua felicidade familiar só pelo fato de habitar, sem saber, uma casa maléfica ou maldita!
Em contrapartida, alguns afortunados alcançaram a felicidade simplesmente porque viviam em casas cujas emanações invisíveis favoreciam seus empreendimentos, confortavam sua saúde, criavam em torno deles um clima favorável.
Porque efetivamente também existem as casas benéficas: quem as habita encontra uma tão perfeita harmonia com o lugar que sua fortuna é intensificada ao ponto de adquirir uma vibração extraordinária. Esta espécie de refúgio privilegiado predispõe â felicidade, cria condições necessárias para uma vida ditosa, em suma, são benéfi­cas... e são com a mesma força, com a mesma evidência com que outras casas manifestam sua maleficência.
A melhor qualidade de uma casa não pode ser mais que pro­porcionar a felicidade a seus ocupantes. Semelhante vantagem ­devidamente reconhecida e provada - deveria bastar para duplicar seu preço de venda ou de aluguel. Mas quem se atreveria a tomar isto em consideração? Por acaso o arrendatário e o arrendador declararam alguma vez perante o notário que a residência objeto de seu contrato é benéfica, ou pelo menos que não é maléfica? Parece claro que tais epítetos não se acomodam demasiado ao espírito das transa­ções imobiliárias.
Tanto pior, porque segundo meu modo de ver é injusto que as casas benéficas não gozem, enquanto tais, de um valor suplementar, dado que as casas maléficas, por sua parte, sofrem uma efetiva depreciação. Há edifícios, apartamentos, que são praticamente invendáveis por terem má reputação e, como todo mundo sabe, seja calúnia ou maledicência, esta classe de acusação divulga-se rápida e amplamente, tanto na credulidade como no temor supersticioso dos possíveis compradores.

Casas que Matam - ROGER DE LAFFOREST

Lao -Tse


É fácil apagar as pegadas; difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

Pagai o mal com o bem, porque o amor é vitorioso no ataque e invulnerável na defesa.

Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.
Uma longa viagem começa com um único passo.
Lança o saber e não terás tristeza.
O sábio não se exibe e vejam como é notado. Renuncia a si mesmo e jamais é esquecido.
Quando a obra dos melhores chefes fica concluída, o povo diz: fomos nós que a fizemos.
A libertação do desejo conduz à paz interior.
Com o bom sou bom, / mas mesmo com quem não é bom sou bom / pois boa é a virtude.
Governa-se um grande Estado assim como se frita um pequeno peixe.
Aquele que se eleva nas pontas dos pés não está seguro.
A felicidade nasce da infelicidade; a infelicidade está escondida no seio da felicidade.
A alma não tem segredo que o comportamento não revele.
Aquele que tudo julga fácil, encontrará muitas dificuldades.
Aquele que sabe não fala; aquele que fala não sabe.
O coração do homem pode estar deprimido ou excitado. Em qualquer dos dois casos o resultado será fatal.
Quando o governante é indulgente, o povo é virtuoso. Quando o governante é rigoroso, o povo prevarica.
Nada é impossível a quem pratica a contemplação. Com ela, tornamo-nos senhores do mundo.
Aquele que não tem confiança nos outros, não lhes pode ganhar a confiança.
Aquele que sabe quando tem bastante, não cairá no ridículo. E aquele quando deve parar, não correrá perigos.
O homem realmente culto não se envergonha de fazer perguntas também aos menos instruídos.
O homem sábio / rejeita o excesso / rejeita a prodigalidade / rejeita a grandeza.
Uma longa viagem de mil milhas inicia-se com o movimento de um pé.

As três peneiras - Sócrates


Um rapaz procurou Sócrates e disse que precisava contar-lhe algo.
Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
-O que você vai me contar passou pelas três peneiras?
- Três peneiras?
Sim.
A primeira peneira é a da VERDADE.
O que você quer contar dos outros
é um fato? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer aí mesmo.
Suponhamos então que seja verdade.
Sim.
Deve então passar pela segunda peneira: a da BONDADE.
O que você vai contar é uma coisa boa?
Ajuda a construir ou a destruir o caminho, a fama do próximo?c
Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa,
deverá passar pela terceira peneira: a da NECESSIDADE.
Convém contar, resolve alguma coisa?
Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
E arremata Sócrates:
-Se passar pelas três peneiras, conte.
Tanto  eu, você e seu irmão nos beneficiaremos.
Caso contrário, esqueça e enterre tudo.
Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e
levar discórdia entre irmãos e colegas do planeta.


Devemos ser sempre a estação terminal de um comentário infeliz


Horóscopo Chinês

Os chineses acreditavam que sua história estava relacionada com os céus. Chamavam sua terra de o Reino do Meio, que representava o Reino do meio celeste, onde as estrelas nunca se punham. O imperador, ou o Filho dos Céus como era chamado, era um mediador entre o Céu e a Terra. Conhecia, graças ao seu astrólogo imperial, os dias da mudança das estações e podia prever e interpretar todos os sinais celestes. Acreditava-se que, caso o imperador cometesse algum erro em suas previsões, ele perderia todos os poderes que lhe eram conferidos pela natureza. Portanto, era muito importante que seus conselheiros observassem e calculassem com a máxima precisão todos os movimentos do céu.Tão marcante era a influência da astrologia na China antiga, que mesmo os palácios eram construídos de forma a se adequarem à simbologia astrológica. Havia um palácio para cada estação do ano e eram a representação terrena dos palácios ou setores do reino celeste. As portas do palácio de verão estavam voltadas para o Sul as da primavera, para o Leste; as do outono, para o Oeste e as do inverno, para o Norte. Durante a dinastia Shang, por exemplo, o imperador era obrigado não só a residir nesses palácios de acordo com a estação do ano, como também a voltar-se para o Sul durante as audiências. O sul representava o centro do seu reino, a Estrela Polar.

Segundo uma antiga lenda chinesa, Buda convidou todos os animais da criação para uma festa de Ano Novo, prometendo uma surpresa a cada um dos animais. Apenas doze animais compareceram e ganharam um ano de acordo com a ordem de chegada: o Rato ou Camundongo; O Boi ou Búfalo (Vaca, na Tailândia); o Tigre (Pantera, na Mongólia); O Coelho (Gato, na Tailândia ); o Dragão (Crocodilo, na Pérsia); a Cobra ou Serpente (Pequeno Dragão, na Tailândia ); o Cavalo; a Cabra,bode ou Carneiro; o Galo ou Galinha; o Macaco; o Cão; o Porco ou Javali. O Cavalo de Fogo rege a cada 60 anos.
De acordo com um antigo texto budista, quando os animais terminam suas meritórias tarefas, fazem um juramento solene perante os budas de que um deles estará sempre, por um dia e por uma noite, pelo mundo, pregando e convertendo, enquanto os outros onze ficam praticando o bem em silêncio. O Rato inicia sua jornada no primeiro dia da sétima Lua; procura persuadir os nativos do seu signo a praticarem boas ações e a corrigirem os defeitos de seus temperamentos. Os demais bichos fazem o mesmo, sucessivamente, e o Rato reinicia seu trabalho no 13º dia. Assim, graças ao trabalho constante dos animais, os budas garantem uma certa ordem no universo.

DIVINA PROPORCAO - NUMERO PHI

Todos nós já ouvimos falar em número PI. É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro.
Não confundir com o número Phi. O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante. Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual havia-se proporções... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Pathernon... a proporção do retângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividia pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.
Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante.
Bom, durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu O retângulo de ouro era padrão mas depois de muito tempo, veio a construção gótica, com formas arredondadas que não utilizavam o retângulo de ouro grego. Mas em 1200... Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa seqüência matemática a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles se aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou numa seqüência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores
1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89 144 233...
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13=34
E assim por diante.
Aí entra a 1ª "coincidência"; proporção de crescimento média da série é... 1,618. Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo mas a média é 1,618, exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos.
Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova idéia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.
-A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos em uma colméia é de 1,618;
-A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
-A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
-A proporção em que se diminuem as folhas de uma arvore a medida que subimos de altura é de 1,618;
-E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também. Por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO. Porque, os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo. Bom, por volta 1500 com a vinda do Renascentismo à cultura clássica voltou à moda... Michelangelo e principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas da Vinci foi ainda mais longe; ele como cientista, pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus
Por exemplo:
-Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.
-Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618.
-Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;
-Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;
-A altura do seu cranio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. 
O resultado 1,618;
-Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;
(considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objetos acurados de medição).
Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção.
Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita a sua imagem e semelhança?
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, arvores, artes e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.
Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada.
(lembre-se: considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objetos acurados de medição).
Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª de Bethoven e em outras diversas obras.
Então, isso tudo seria uma coincidência?...ou seria o conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecido para nós?

Grande Espírito


"Grande Espírito, cuja voz ouço cantar, cujo alento vivifica o mundo todo,
escuta-me!
Eu venho em frente a ti como um dos teus inúmeros filhos. Olha-me!
Necessito da tua força e sabedoria!
Permita-me caminhar olhando a beleza da natureza, permita que as minhas mãos
honrem sempre as tuas obras e que meus ouvidos escutem a tua voz.
Faz de mim um sábio para compreender aquilo que tu mostraste ao meu povo: 
O ensinamento que tu escondeste em cada folha e pedra. Quero ser forte, não
para ser superior ao meu irmão, mas para vencer ao meu maior inimigo:

Eu mesmo.
Faz com que eu esteja pronto para chegar à tua presença com as mãos limpas, olhos puros, para que a minha alma, quando se for, como o sol que se põe, possa chegar a ti sem envergonhar- se."

Oração dos Índios Sioux - Pé Grande

Um buscador

A ILUMINAÇÃO POSSÍVEL


Uma das primeiras coisas que senti quando me aprofundei no Trabalho foi a diminuição da minha vontade de convencer os outros do que me parecia ser a verdade. Quase sem perceber fui perdendo o interesse de fazer com que as pessoas pensassem como eu. Fui aceitando mais o caminho de cada um e aprendendo a conviver bem com eles, sejam quais fossem. Outra compreensão que me aconteceu foi perceber como, com a prática constante da presença e o amadurecimento da minha visão do mundo, o exercício fundamental, aquele que realmente precisa ser praticado, foi ficando cada vez mais simples, mais enxuto.
Com os anos, os rituais sofisticados, as explicações mais rebuscadas, o recurso de lançar mão da legitimidade das tradições mais antigas ou das descobertas científicas mais atuais, foram perdendo a importância diante da formidável simplicidade da atitude essencial. Foi como se eu fosse tirando a roupa, livrando-me das diversas camadas de fantasias que me acompanhavam desde menino. Fui me sentindo mais leve, mais ágil, mais feliz. Como se um peso saísse das minhas costas: não precisava mais convencer ninguém nem me manter fiel a nenhuma prática estranha a mim mesmo.

Minha compreensão foi ficando maior no conteúdo mas menor na forma, menos glamourosa na aparência, menos atraente no aparente.

E pensava que a maioria dos meus amigos, como eu, também experimentava um processo semelhante. Acreditava que, desde que alguém experimentasse – uma vez que fosse - uma conexão mais profunda com o seu Eu Interior e sentisse o sabor do que é estar ligado à parte divina do seu Ser, nunca mais seria o mesmo. Eu acreditava que essa experiência passaria a ser o centro da vida de todos que a vivessem, que se dedicariam a reencontrá-la com todo o seu empenho. Que voltar a essa conexão tornar-se-ia o objetivo de todos. Mas aqui eu me enganei!

Na verdade, o que observei foi que muitos que vislumbraram o potencial divino dentro de si passaram a se dedicar a esquecê-lo. Buscaram formas, muitas vezes doloridas, de fugir da conexão, passaram a evitá-la de maneira muito determinada. A surpresa que senti até hoje me assombra! Como era possível que depois de uma experiência de êxtase tão profundo, ou pelo menos do vislumbre da possibilidade desse êxtase, todos não estivessem inteiramente dedicados a atingi-lo novamente? Vi como a parte mecânica da mente – o robozinho autônomo que todos temos dentro de nós - atua de maneira sofisticada para nos levar para longe da experiência real. E demorei para compreender que essa é a única tragédia que precisa ser reparada.

O que eu vi? Vi muitos amigos expressando ansiedade ao invés de calma diante de questões da vida comum. Vi a preocupação nos olhares e gestos diante dos impecilhos mais banais. Não reconheci a atitude de recorrer à sabedoria infinita que existe dentro de cada um de nós para nos ajudar a resolver os “problemas” normais. Era como se, diante das dificuldades comuns da vida, os recursos do Trabalho não fossem suficientes. Ou nos jogamos nos braços do ego e imploramos o seu conselho, que sempre vem acompanhado de medo, insegurança, timidez e mentiras; ou concluímos que necessitamos de mais Mestres, outros professores. Os que tivemos até agora não foram suficientes e precisamos continuar a busca, cada vez mais longe, em lugares mais difíceis, países de línguas estranhas e costumes diferentes dos nossos...

Olhei para a minha própria vida e me perguntei: mas o que acontece? Porque não estamos todos focados na busca do silêncio, na prática da presença que nos dá acesso a uma sabedoria interior infinita e que todos já saboreamos pelo menos alguma vez?
O que se passa que não estamos lançando mão dos recursos que já temos e continuamos a agir como pobres quando somos os mais ricos, a nos portar como ignorantes quando toda sabedoria está dentro de nós, a nos ver como doentes quando toda saúde e perfeição foi posta a nossa disposição?

Foi aí que me caiu a ficha: não reconhecemos nada disso. Ainda achamos que somos ignorantes, pobres, fracos, doentes e impotentes e que o que fizemos no sentido de corrigir essa situação foi pouco, muito pouco.

Senti vontade, então, de compartilhar o que aprendi nesses anos de Trabalho Sobre Mim Mesmo. De falar sobre o que considero a atitude essencial e sua simplicidade, sobre o que mantenho como minha prática diária. Do que eu decidi fazer diante dos “problemas” da vida cotidiana. É uma postura tão simples, tão despojada e sem artifícios que pode passar facilmente como algo sem importância.

A atitude é a seguinte: perdoar tudo o tempo todo, ou, em outras palavras, amar mais. Perdoar tudo o tempo todo se resume a reconhecer que tudo que nos acontece é bom, está no lugar e na hora certos, tem a forma e o tamanho corretos e pede a única resposta certa: perdoar, ou seja, agir compreendendo que manter a paz é a única coisa que somos solicitados a fazer neste mundo. O ego desde muito cedo tenta nos convencer de que para estarmos a paz precisamos estar imersos em situações adequadas como ter dinheiro no banco ou prestígio ou um casamento feliz com filhos adoráveis ou sermos jovens e bonitos ou reconhecidos como boas pessoas ou inteligentes ou sermos assim ou assado... etc.

Mas na realidade para manter a paz nós só precisamos nos lembrar do que já sabemos, como diz o CM, que: “o mundo real é o estado da mente no qual se vê o perdão como o único propósito do mundo [...] e se reconhece que todas as coisas têm que ser em primeiro lugar perdoadas e então compreendidas.” (T, 684). Depois de alguma prática essas palavras tornam-se óbvias: não se pode compreender nada que antes não tenhamos perdoado porque fora do perdão só existe a ilusão e compreender ilusões não significa nada.

Perdoar é (re)unir, é recuperar o sentido de unidade da realidade.
Estar num estado mental não perdoado significa acreditar num mundo onde a separação é real e perder-se num labirinto de distrações complexas e sem significado onde tudo que acontece não tem nenhuma realidade. É porisso que nossas “compreensões” resolvem muito pouco dos nossos problemas, porque o estado mental não perdoado nos mantém presos ao mundo da dualidade, que não pode nos oferecer nada real porque a própria dualidade é o problema. Vi que vários do meus amigos queridos, quando se deparam essas palavras,ainda acreditam que elas não são para eles porque
colocam um objetivo “alto” demais, impossível até.

Mas também percebo que muitos de nós já aceitamos que isso não precisa ser assim. Todos podemos sem esforço nos alinhar com a verdade de que fora da mente perdoada, conectada com o Todo, não existe nada. E que todos podemos exercer o perdão e encontrar a paz e a alegria em tudo que fazemos. E que o que falta para realizarmos a façanha de manter a conexão é apenas tomarmos a decisão de fazê-lo de maneira determinada e pararmos de acreditar que somos seres fracos e impotentes.

Existe um certo conforto na crença na nossa fraqueza, uma maneira de driblar
a nossa responsabilidade pelo que nos acontece e de aliviar a nossa culpa
por não vivermos o tempo todo plenos e felizes.Porque alguém, em plena consciência, tendo o Céu em suas mãos, se empenharia tanto para fazer da sua vida um inferno?

Uma das respostas que tenho é que ainda somos ingênuos e
não temos consciência das consequências dos nossos atos.

Minha sugestão é simples: perdoar. Tudo, o tempo todo. Manter a presença e amar mais, como eu gosto de dizer. São engraçadas as caretas que me fazem quando digo isso. Como se não entendessem ou não se sentissem capazes. Me perguntam: mas como? Como amar mais? Ora bolas: amando! Parando de tentar controlar tudo e todos a sua volta, deixando de sentir-se uma vítima das situações que se apresentam no dia-a-dia, atitudes que incendeiam o medo dentro de nós e, porisso, estão condenadas a gerar sofrimento.

Ao contrário, aprendendo a alegrar-se e agradecer por tudo que nos acontece, reconhecendo que cada instante traz em si o potencial da Iluminação que, na nossa enorme arrogância insistimos em não ver.

Levar a perolazinha do perdão para todos os instantes da nossa vida. Tome um dia comum. Uma manhã. Centenas de vezes cada um de nós pode usar o poder dessa jóia para se curar, manter a paz, gerar harmonia e felicidade para si mesmo e todos ao seu redor. Centenas de vezes numa única manhã.

Não importa que você se esqueceu e não faz isso nunca. Comece hoje, agora.

E veja os resultados por si mesmo. Veja o que vai acontecer com a sua ânsia de “buscar o conhecimento”, a sua necessidade por novos Mestres, a solidez dos seus “problemas”, a ansiedade basal com a qual convive sem nem sequer se dar conta dela. Faça! E observe os resultados. Não importa que você se esqueça 999 vezes. O que importa é que, na vez que você se lembrar, a sua disposição de perdoar seja impecável. Isso criará um hábito que se espalhará lentamente por todos os outros momentos da sua vida. Pare de reclamar e se sentir incapaz. Faça! Perdoe! Abra mão das suas “certezas”, pratique sua presença intensamente como a coisa mais importante desse mundo pela simples razão de que ela é mesmo a coisa mais importante desse mundo, um portal para uma sabedoria infinita oculta e dormente dentro de nós, esperando para se expressar com doçura, generosamente.
De nada servem nossas técnicas se, em cada instante, cada momento, eu me esquecer de quem sou e me permitir fazer a escolha pela separação, pela solidão. Sinto que é isso que falta para que o nosso Trabalho seja verdadeiramente eficaz e nos traga a felicidade e a luz que queremos.

Uma pequena pérola, perdoar tudo que nos acontece, no momento em que acontece, sentir alegria e gratidão pela oportunidade que está nos sendo dada de perdoar, lembrando que nada além disso é necessário para que tudo seja finalmente resolvido.
Eu sei que parece pouco. Sem grandes movimentos nem muito brilho, sem complexidades profundas, nem glamour, tudo tão simples. E por isso tão pouco atraente para alguns. Mas outros, estou certo, verão o quanto podem se transformar verdadeiramente se praticarem esse passo tão singelo. Levei toda a minha vida para perceber a sua importância e que o tempo todo estava ao meu alcance.
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Os Magos


Os magos são videntes. O que eles vêem? A realidade como um todo, e não suas múltiplas partes.
-Você sempre foi mago?- perguntou o menino Arthur.
-Como eu poderia ter sido?- retrucou Merlin. - Eu já vivi como você, e quando eu olhava para uma pessoa, tudo que via era uma forma de carne e osso. Mas depois de algum tempo, reparei que as pessoas vivem em casas que prolongam seu corpo: pessoas infelizes com emoções desordenadas vivem em casas desordenadas; pessoas felizes e satisfeitas vivem em casas arrumadas. Era uma simples observação, mas depois de algum tempo cheguei à seguinte conclusão: Quando vejo uma casa, estou na verdade enxergando mais daquela pessoa.
“Minha visão então se expandiu. Quando eu via uma pessoa, eu também não podia deixar de ver sua família e seus amigos. Essas também eram extensões da pessoa e me diziam muitas coisas sobre ela. Mas minha visão se expandiu mais ainda. Comecei a enxergar debaixo da máscara de aparência física. Vi emoções, desejos, temores, anseios e sonhos. Sem dúvida todos esses são parte de uma pessoa, se tivermos olhos para enxergá-los.” Comecei a observar a energia que cada pessoa emana. Nessa ocasião, a disposição física de carne e osso da pessoa se tornara praticamente insignificante, e logo avistei mundos dentro de mundos em todas as pessoas que encontrava. Depois compreendi que cada coisa viva é todo o universo, apenas vestida num disfarce diferente.”

- Isso realmente é possível? – perguntou Arthur.
- Um dia você perceberá que todo o universo pode ser encontrado dentro de você, e nesse dia você será um mago. O mago não vive no mundo; o mundo vive nele. “ Século após século o mago tem sido procurado em todos os lugares, nas florestas ou cavernas profundas, nas torres ou nos templos. O mago viajou usando nomes diferentes: filósofo, mágico, vidente, xamã, guru.’ Diga-nos por que sofremos. Diga-nos por que somos fracos demais para gerar uma vida satisfatória para nós mesmos’. Somente diante de um mago poderiam  os mortais desabafar perguntas tão difíceis. Depois de escutar com muito cuidado, os magos, os mestres e gurus disseram a mesma coisa. ‘ Posso solucionar essa massa de ignorância e dor se vocês compreenderem uma única coisa. Estou dentro de vocês. Essa pessoa separada que parece estar falando com vocês na verdade não é separada. Somos um só, e no nível em que somos um só, nenhum dos nosso problemas existe’. Quando Arthur queixou-se certa vez de que Merlin o mantinha na floresta, permitindo apenas que ele tivesse breves vislumbres do mundo, Merlin ficou furioso: - O mundo? Como você imagina que as pessoas vivem, aquelas que viu no vilarejo ? Elas se preocupam com o prazer e a dor, buscando o primeiro e desesperadamente evitando a segunda. Estando vivas, elas desperdiçam a vida preocupando-se com a morte. A riqueza e a pobreza as obcecam e alimentam seus mais profundos receios. Felizmente, o mago interior não vivencia nada disso. Como ele enxerga a verdade, ele não vê a inverdade, porque o jogo de opostos - prazer e dor, riqueza e pobreza, bem e mal - só parece real enquanto não aprendemos a enxergar dentro da estrutura mais ampla do mago. No entanto, não há como negar que esse drama da vida cotidiana é extremamente real para as pessoas comuns. O espetáculo externo da vida é a vida se você só acredita em seus sentidos, naquilo que você vê e sente. Os mortais procuravam os magos para resolver essa obsessão com a aparências e esse anseio de significado. É preciso que haja algo além do que o que estamos vivendo, pensavam os mortais, sem saber exatamente o que poderia ser esse algo mais.
- Não passe o tempo refletindo sobre o que você vê - aconselhou Merlin a Arthur - e sim sobre por que você o vê. A lição, portanto, se resume no seguinte: olhe além do seu eu limitado para ver seu eu ilimitado. Penetre a máscara da mortalidade e encontre o mago. Ele está dentro de você, e somente ali. Tão logo você o encontre, você também será um vidente. Mas o que você pode ver desponta no tempo propício, paulatinamente. Antes de você enxergar, surge o sentimento de que a vida encerra mais coisas do que as que você está vivendo. É como uma voz indistinta que sussurra; ” Encontre-me.” Essa voz é neutra, tranquila, satisfeita em si mesma - e impalpável. É a voz do mago, mas também é a sua.

Trecho extraído do livro “O Caminho do Mago’’ de Deepak Chopra.

Feng Shui

O Feng Shui  é uma técnica de harmonização de ambientes que utiliza a bússola como ferramenta principal para localizar e identificar pontos magnéticos favoráveis e desfavoráveis em determinado espaço. É um método milenar desenvolvido pelos chineses, que dentro da sua cultura e tradição nos ensinam que é necessário que o ambiente em que vivemos ou trabalhamos emitam bons fluidos, manifestando conforto e tranqüilidade. Eles acreditam que o Chi é o sopro divino, e que este deve fluir livremente no ambiente nos conectando ao Grande Espírito através das correntes do Feng (Vento) e Shui (água), que intercepta, acumula e distribui essa energia vital.
Qualquer ambiente pode ser harmonizado de acordo com o Feng Shui e o principal benefício é o alinhamento interno com o externo, denotando o equilíbrio energético entre aquilo que vemos com aquilo que não está visível, tornando a vida mais leve, saudável e feliz. A decoração influencia na harmonia do ambiente e expressa a maneira como vemos o mundo através de nossa cultura, tradições e educação. Todos os espaços são criados para exercer uma determinada função e quando isso não está em consonância com o propósito inicial podem causar Interferência nas relações pessoais, de trabalho e sociais.
Cada pessoa tem o seu kuá pessoal com suas posições magnéticas que serão identificadas através de cálculos baseados na data de nascimento. A casa onde moramos também é um ser vivo e possui suas posições magnéticas favoráveis e desfavoráveis de acordo com a direção da porta de entrada da mesma.
A partir destes dados é possível dar início a um estudo que levará a um processo de autoconhecimento profundo e revelador, onde a boa qualidade de vida será o objetivo principal.
Existem dicas básicas para manter a energia de uma casa, como cuidar da limpeza e da circulação de ar fresco em todos os ambientes deixando no local apenas objetos e móveis que são realmente necessários e com isso proporcionando a natural circulação do Chi. O ideal é se desfazer de tudo aquilo que você não usa mais, sejam roupas, lembranças ou objetos guardados.
O importante é estarmos atentos ao fato de que a vida é movimento e este sinônimo de evolução, e compreender que energia parada gera estagnação e falta de fluidez em várias áreas da vida.
Uma casa muito escura, com muitos móveis por exemplo, é uma casa com muita energia Yin, ao contrário, uma casa muito clara e com poucos objetos já seria uma casa muito Yang; a idéia é dosar essas duas polaridades para se chegar ao equilíbrio.
Plantas e flores também são bem vindas na casa, pois elas purificam o ar e absorvem de aparelhos eletrônicos as energias ionizantes que estes geram. Os cristais, óleos essenciais usados em borrifadores em conjunto com essências florais dão excelentes resultados também. É bom evitar objetos antigos, quadros ou imagens que trazem más recordações, pois eles continuam a reavivar sentimentos ou padrões cristalizados. Plantas mal cuidadas, animais doentes e objetos quebrados ou em desuso também revelam desarmonia interna dos habitantes dos ambientes.
 
(Valeska de Gracia)


Uma curiosidade sobre o Feng Shui é que vários locais conhecidos mundialmente foram construídos e decorados de acordo com os princípios do método chinês, como as Trump Towers, propriedade do mega empresário Donald Trump, em Nova Iorque, o MGM Grand Hotel, em Las Vegas, a Universal Studios, em Hollywood e a Disneylândia de Hong Kong. Artistas como a Madonna, Oprah Winfrey e Britney Spears também são adeptas do Feng Shui.

Veja - Terráqueos

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Feng Shui 3D




Feng Shui

é
a antiga arte chinesa de criar ambientes harmoniosos. Originou-se há cerca de 5.000 anos, nas planícies agrícolas da China Antiga. Seu desenvolvimento vem sendo desde então, aumentado e evoluído, chegando aos dias de hoje, como uma disciplina capaz de nos oferecer um sistema completo, nos ligando intimamente à natureza e ao Cósmico. Seus diagnósticos e resoluções são capazes de resolver quase todos os problemas envolvendo uma casa e as pessoas que moram nela. São adaptados ao moderno estilo de vida, nos levando a entender e compreender uma sabedoria muito profunda que nos ensina a "viver em harmonia com a natureza". Em outras palavras, o Feng Shui é uma antiga arte chinesa que visa a harmonizar os ambientes em que as pessoas vivem e trabalham, conseguindo-se assim, uma vida mais feliz e cheia de Bênçãos Cósmicas. Suas leis e princípios foram desenvolvidas através dos séculos e transmitidas oralmente de Mestre para discípulo.

Seria correto dizer que o Feng Shui é a antiga ciência chinesa que visa a localização de diferentes tipos de energia em um local. A palavra ciência, aqui, não tem e nem pretende ter a conotação da ciência moderna. Quando dizemos ciência, significa um sistema no qual os princípios e regras foram baseados em observações e dados estatísticos ao longo dos anos. Quem pode dizer que isso é superstição?
A tradução literal do termo Feng Shui é Vento-Água. Mas significa muito mais que isso. Os chineses dizem que essa arte é como o vento que não se pode entender, e como a água, que não se pode agarrar. E também é o vento que traz a água das chuvas para nutrir tudo o que está embaixo.

Atualmente, existem duas escolas principais de Feng Shui, embora com técnicas diferentes, ambas têm fundamentos e leis comuns, sendo suas principais diferenças, no que se relaciona com a forma das construções, originando a escola das formas, e com as direções dos aposentos, casas e portas, a escola das direções, ou da bússola. Existem muitas outras escolas, sendo as mais avançadas as que utilizam o fator "tempo" como principal método de diagnóstico e tratamento.
Suas teorias são baseadas no pensamento máximo chinês, o I Ching, juntamente com as leis do yin yang e cinco elementos - vitais em toda a cultura chinesa. Portanto, para se estudar mais profundamente o Feng Shui, deve-se ter em mente, que um estudo aprimorado e profundo dos 64 hexagramas do I Ching se faz necessário, e também as leis do yin yang, os opostos complementares, e os cinco elementos e seus relacionamentos. Toda esse estudo visa o entendimento do modo chinês de ver e entender o mundo e o universo, com seus relacionamentos e eternos ciclos de mudança. Lembre-se sempre: "Mudança é a Lei da Vida".
Tudo na natureza muda e nunca é estável. Seu eterno processo de mudança, de mutação, mostra ao homem que toda a natureza, o universo inteiro, sempre muda e evolui, nunca ficando estagnado e parado no tempo. Assim, deveríamos agir desta mesma maneira em relação às nossas vidas. Negligenciar que as coisas se transformam, é fechar os olhos para eventos que sentimos durante toda a nossa vida.
É importante salientar uma coisa: o fanatismo, seja ele em qual nível que se aplique, nunca é benéfico, trazendo resultados que às vezes podem ser destrutivos e nos afastar do caminho da sabedoria.

Os grandes Mestres de Feng Shui do passado praticavam, juntamente com essa arte, a Medicina Tradicional Chinesa e também o Chi Kun o Tai Chi e o Nai Kun. Tais práticas sempre estiveram juntas, pois um médico chinês entende que se uma pessoa tem algum problema, isso foi gerado por alguma razão. Assim, ele vai até a casa do paciente olhar o que pode estar errado e o que pode ter gerado a desarmonia, conseguindo, assim, duas formas de diagnóstico e tratamento. Infelizmente, hoje em dia as coisas são diferentes, e poucas pessoas podem ser chamadas de Mestres de Feng Shui.

Hoje em dia, o Feng Shui é praticado em todo o mundo. Seu maior desenvolvimento acontece em Hong Kong, Malásia, Singapura e Taiwan.
Atualmente, além das "capitais" do Feng Shui, a Europa e os Estados Unidos têm tido um grande desenvolvimento desta prática, embora nem sempre preservando a tradição verdadeira. Muitas pessoas e praticantes aderem ao Feng Shui após terem certas idéias formadas, sendo muito difícil andar por um novo caminho, sem trazer a poeira e as influências dos anteriores. Infelizmente, isso tem contribuído para a desvirtuação atual do sistema, ficando a cargo do leitor e estudioso a diferenciação dos conceitos verdadeiros e dos aspectos falsamente chamados "técnicas de Feng Shui."
O Feng Shui não oferece cura para todos os problemas da humanidade. Ele deve ser entendido como um dos vários sistemas existentes da filosofia chinesa, e não uma panacéia para todos os males. Ele não traz sucesso da noite para o dia, nem é uma mágica milagrosa. Mas se você aplicar seus conceitos cuidadosamente, ele fará sua vida mudar de rumo.(Raul de Soroa)